A noite, Aaaarh! (entonação de suspiro acabando o ar) A noite.
Como tudo pode em apenas algumas palavras, virar uma tristeza que funde a alma, somente o uivo do lobo faz a calma.
Aquele acorde intrínseco, aquela vibração, aquela sinfonia orquestra silenciosa, aquela corda que te corta a alma, que te atravessa como um sonar; o suspiro aquele suspiro de jovens nas praças a luz de uma bela lua cheia, o relógio corre tão de pressa, só não tão de pressa quanto bate os corações apaixonados...
Eu olho ela, as pernas ficam mais leves, olhar sutil... uma hora me sinto tão obscuro, fico tácito; o perfume dela me deixa paralisado, me sinto em transe, torporizado. Há dias em que fico quase a pairar no ar. Outros dias fico a escrever, por que me fere aquela pele que pelo menos ao longe parece ser tão macia, tão... sedosa, se um dia eu tiver coragem falo a ela que jamais, vi tão bonita, uma rosa.
"eu não sei sorrir
vc não me ensinou
eu não sei sorrir
bocas me faltou
como poderia eu sorrir
com teus beijos que não tive
como poderia eu sorrir
apenas aos almejos
aquele teu lábio
o que me falta
ele é que eu desejo
eu não sei sorrir
como poderia eu sorrir
se não tenho o que anseio."
(oberadeiro)
"esse negócio de vir inspiração não existe em mim, eu já nasci inspirado já, ou eu faço uma boa coisa ou eu faço uma porcaria..."
e assim disse.
igualmente a você, digo eu.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
À noite, todos os dias.
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Béra Dêiro
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23:42
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domingo, 26 de agosto de 2007
Sempre na mesma de novo.
Domingão... Nada a fazer, a não ser se preocupar com o que temos por fazer na segunda-feira.
Os programas televisivos da tv aberta, sempre com intenção de matar quem já sofre de depressão e quem ainda não sofre, é bem fácil que sofra pra frente.
Você liga a TV... Domingão do faustão, troca de canal... Gugu, troca de canal... Eliana, troca de canal... Algum programa esportivo idiota (beeem amiiiiigos da reede plim plim) e derivados. Uma pessoa que mora no oitavo andar faz isso em um domingo entediante, liga a TV, passa todos os canais, e se joga da janela de seu apartamento, pra ter certeza de que irá morrer, antes de chegar ao chão atira em sua cabeça.
Quanto à segunda-feira, barzinhos limpando o chão, sujo de cacos de vidro, vômitos e tudo mais, lojas abrindo suas vitrines, camelôs (plural de camelô, pra uma eventual dúvida) infestando a rua, a sujeira tomando conta da cidade, aí vem a poluição sonora, flyers, folders, panfletos todos sendo jogado ao alto e sendo empurrado em sua mão.
Eu me isolo na biblioteca, tudo bem. Que a vida (e que vida) aconteça lá fora. No fim ainda pegamos um coletivo lotado, é um empurra daqui um puxa dali... o melhor de tudo - pra não dizer pior - é a união, imagina quando alguém sai da cadeira... para os demais em pé sentar... e lá vai a contagem, 1... 2... 3... e todos ouvem o tiro, todos correm em direção a medalha - a cadeira onde sentar -. É assim, no coletivo quem manda é a lei do pau, quem tem esfrega nos outros que não tem só se dá mal.
=)
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Béra Dêiro
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19:00
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quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Desejo.
"Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."
CDA
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Sempre CDA, peguei o poema, duas semanas atrás, no flog /denisetontiussi
até então não o conhecia... Mas CDA é demais.
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Béra Dêiro
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23:25
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segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Alcohol Days
Everybody's free, to feel good.
Final de semana agitado, pelo menos é o que se esperou. Sexta muito boa, falso pretexto de jogar sinuca, fui engodado pelos próprios amigos, término final, corsário, dance, house e funk fazer o que né, pelo menos eu peguei alguém, segue sem fim amém. Enfim, casa às 5:30 da manhã no sábado, aAaAhH que bom, descanso feito uma pedra até às 13:30 depois sigo para um churrasco mais alcohol encervejado, enconhacado (sempre concordei com Drummond, "mas essse conhaque/ mas essa lua/ botam a gente comovido com o diabo") envodkado. Tiro mais uma hora de cochilo após alguns engovs. Acordo renascido como à fenix das cinzas, revigorado ou rENGOVigorado.
20:30 após o banho na casa de um amigo, me arrumo e sigo em direção a outra festa, alcohol na veia. A essa festa foi boa, pelo menos até as 23:30 quando, pessoas começaram a passar mal, e os que ainda restavam sóbrios como, eu, prestando socorro; festa programada pra terminar as 5:00h, tá e dai que terminou 23:30??
To nem ai eu agarrei uma gata mais gata do que a que eu agarrei na sexta, e azar do namorado dela que pegooou um chifraaço, modesta parte, eu não sabia que ela tinha um, e se soubesse não poderia fazer nada. hahaha, mas antes da algazarra ter começado rolou da roça limão, mais vodka, mais cerveja, mais champagne, baralho... joguei poker, toda aquela discrição de pilantra um canastrão, com sua "amada do lado", calma ninguém pisca ninguém respira, é poker. Após blefar. Segui para a pista, mais cerveja. Fui lanchar no NERO lanches, e foi de pegar fogo (sem trocadilho.) aquela maionese apimentada, não se vê em qualquer lugar. Depois fui dormir na casa de um amigo já no domingo as 4:30 da manha, e a irmã dele também chegou de uma festa, então ficamos, conversando, infelizmente só conversando, até as 7:30 eu a irmã dele, ele e a amiga da irmã dele, conversando em um quarto escuro, em camas de solteiro um casal em cada. QUE MERDA, DEU EM NADA. Fazer o quê ALCOHOL DAYS.
O resto do meu domingo não vale a pena, (salvo a excessão de uma presença feminina querida) principalmente ao crescer das horas, até agora quando publico isso.
Eu tinha que escrever algo, que isso seja pela contumácia de escrever.
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Audioslave - Show me how to live
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Béra Dêiro
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02:34
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sexta-feira, 17 de agosto de 2007
Cronicando aula.

Só para registrar: A professora de sociologia merece um chute e um soco na cabeça para "desentupir o cérebro".
Disse ela que os animais já nascem destinados ( não sei ao que ); a pouco tempo atrás ela disse que o destino dela era a sociologia, essa animal.
Ela poderia ter nascida com um hamburguer ou milk shake no lugar da cabeça, ainda mais que agora eu estou com fome ( rapidinho, para não passar em branco: se ela mandar fazer mais uma pesquisa idiota, eu taco uma cadeira nela ).
Sociologia tem sido uma merda no sapato e daquelas bem fedorentas; algo muito grande me persegue até um beco sem saída.
- Oh não!! A sociologia...
- Que merda, agora é minha hora de apresentar e falar o trabalho, tenho que ir rápido, se der eu volto e termino a crôn...
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Panic! at the disco - This is halloween
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Béra Dêiro
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00:05
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segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Artistas de circo I
Adoras dar risadas, assistir aos malabaristas, trapezistas e os palhaços.
É como as coisas andam, uma palhaçada só.
Política brasileira, quer dizer, não só a brasileira, acho que tudo e todo bem não funciona, pelo fato de que o homem tem o esperito aporcalhado, o espirito avulto, logo sempre existirão pessoas querendo ser mais e a mais que pessoas e muitas pessoas.
Voltando para o circo, tua diversão Zé.
-E no picadeiro com vocês, o Senado!
Ah! Essa trupe é muito boa, temos palhaços, "relaxa e goza", temos mágicos, "cadê o dinheiro?", estátuas humanas, "daqui não saio, daqui ninguem me tira", entre outros artistas, sabes né? O mundo underground anda muito obscuro.
Melhor é tu Zé e Maria, que vêem tudo na platéia, entusiasmados, esperando quem sabe uma chuva de confete e lantejoula que o palhaço carregando o baldinho espera o momento certo pra jogar.
Será que vais ter que ressucitar o querido arquiduque e matá-lo de novo para causar um novo estopim, e assim perceber que o ilusionista lá no centro do picadeiro, está te hipnotizando.
-Imitem uma galinha!
-cócócó, cócóricó...
Da-lhe, canja.
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Béra Dêiro
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08:19
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domingo, 12 de agosto de 2007
Hola, eu sou o béradêiro.
(x) Ária - Villa-Lobos Bachiana n 5
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Primeiro: Feliz aniversário a alguém. (Identidade mantida sobre sigilo, amo você, mas a identidade continua sob sigilo.)
Aqui, pretendo dar longa vida, ao meu mais novo blog, que siga sem fim, amém.
Opinando, dissertando, seja lá qual for a idéia ou o formato que darei a ela, de algum modo estará aqui, divertindo nos ou me e zaragateando de certa forma.
Já ouvi dizer que o passado condena, mas que ela corre atrás de você e que o infeliz não desiste nunca; é a primeira vez. Complicado é sair de uma libertinagem, sem que de fato você tenha entrado nela. Libertinagem, festim licencioso, de um modo geral, de uma devassidão sem pé e nem cabeça, há se fosse pra ficar como está e como são os dias de hoje, de cabeça (se é que você me entende) é que eu deveria ter entrado, o preço é o mesmo. Mas estou de saco cheio e de cabeça pra baixo. Está na hora de eu emborrachar todo esse bacalhau, digo bacanal derradeiro e mandar hidro-massagem a baixo.
Faxineeira! Diz pra ela: "a gata não enche, até tu sabes que o Elvis já morreu. Quando eu tiver afim eu ligo."
E assim então nunca mais ligarei, coisas caóticas que vem de volta só pra tornar a vida fatídica, essas coisas devem ficar torporizadas até o fim...
Memórias de umas putas. Oh trevas.
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Béra Dêiro
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01:18
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