quinta-feira, 27 de setembro de 2007

To Cr

Estou renascido das profundezas, estou quente, mas não suficiente para ser moldável.

Feliz.

Só quero que você me esqueça nesse inverno
e que tudo mais vá pro infeerno.
o/

segunda-feira, 24 de setembro de 2007



Esta é a terra que eu ando.
Olhe ai! Este é o rio que essa terra me herda,
Veja a natureza que eu tanto amo.
Isso sim são os campos de Minerva.

Aquele lado habitam as boas almas.
Naquele lado eu queria morar,
um lugar perfeitos para namorados.
Naquele lado eu até poderia amar.

Tua beleza me embebeda,
lindas são tuas águas que correm.
Não consigo pensar em ti sem que eu fique de porre.

Rio infindo, a mim faltam-me palavras para te completar.
E os que nunca te viram,
quando te vêem fazem te adorar.

domingo, 23 de setembro de 2007

Ensaios

Meu cabelo é ruim, eu sou baixo, a minha beleza é puramente interior, se bem que essa também me anda faltando. Não malho, meu tanquinho é de 10kg, sim, de 10kg, minhas pernas são tortas, as vezes as uso como alicate, jamais ouve quem conseguisse escapar. Mas também, nunca vi ninguém sentar em roda, para contar suas derrotas, nunca conheci alguém que falhasse na vida, então eu que sou mesquinho, porco viril, que viva eu com minhas agruras. Que meus 40ºC não sejam em vão! E que Van-Gogh não não fique a mercê.

Eu rio de mim mesmo, cão, vivente de bel-prazer nas gangorras da vida.
Minha fadiga me entorpe, meu torpor é contínuo, que seja, quem liga?
O rio que corre em mim, corre mais de vagar, e a correnteza que me propõe um sentido,
sentido já não propõe mais.
Que seja o pior dos piores, que seja aquela infindavelmente algoz, que a última seja meu calvário.
E tu jamais saberás aonde eu vou, a turbina esquecida, é aquele que meu deu força, a turbina.
Esquecida, lembrada, força, eu creio.

E que adiantas me passares modos de como viver, a vida me leva a viver, até que nos encontremos em meu calvário.
E eu já creio em super heróis, até por que com meu olho, eu consigo desparar raios de calor,
e meu corpo duro, entrevado, meu joelho torcido, vira 180 graus.
E que importa, que vire, volto atrás a corrigir meus erros, uns insaciáveis, outros inremendáveis, mas que seja aquela
que nas noites vagas me vela.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

O quê?

Que importa que me molhe a chuva?
Que importa que a chuva molhe meu ténis que não pode ser molhado?
Que importa que eu afunde o ténis na lama, que eu saia pulando de buraco em buraco...?
Que importa a água junto ao meu hálito embaçar meus óculos?
E de que importa a vida sem que a natureza me mostre seus sabores?
Não me importa a roupa, não me importa a mochila, não me importa isso ou aquilo nada importa, o que importa são os poemas.
Se és assim, és da vida insossa, sem villas, sem lobos, o que agrada aquelas cantilenas
e o melhor de tudo isso é ver que realmente existem pessoas (a um tempo atrás) e outras hoje, que escrevem belos poemas.

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agora vejam um talento em pessoa, digo em Fernando Pessoa.
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LISBON REVISTED (1923)

NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafísica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!) —
Das ciências, das artes, da civilização moderna!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se têm a verdade, guardem-a!
Sou um técnico, mas tenho técnica só dentro da técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me casado, fútil, quotidiano e tributável?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
Ou deixem-me ir sozinho para o diabo!
Para que havemos de ir juntos?
Não me peguem no braço!
Não gosto que me peguem no braço. Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja da companhia!
Ó céu azul — o mesmo da minha infância —
Eterna verdade vazia e perfeita!
Ó macio Tejo ancestral e mudo,
Pequena verdade onde o céu se reflete!
Ó mágoa revisitada, Lisboa de outrora de hoje!
Nada me dais, nada me tirais, nada sois que eu me sinta.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
Álvaro de Campos (F. Pessoa)
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Sem mais palavras.

domingo, 16 de setembro de 2007

Tedioso

Eu vou falar que, preciso falar. Pois, nós enquanto seres humanos, necessitamos do desfrute da comunicação. Por trás dessa carapaça rudimentar, simples e volátil, existe alguém que necessita de favores, alguém que abstém-se destes favores. Como a coisa toda anda hoje, é difícil dizer o que fazer, como fazer e com quem fazer. (sexo nu com a mão no bolso)
Agora simples mesmo é a vida que levava o cidadão em um interior qualquer, comendo um lanche específico, com pessoas seletas; sabe?! Aquela erva com sucos cítricos me faz uma real falta, a falta de que me fazia aquele povo tão real.

A ganância é um pecado, eu não preciso daquelas coxas enormes aquelas, morenas, brancas e até amarelas, mas os seios daquelas jovens que desfilam nas ruas populares nas vielas das faculdades, não me deixam pensar em nádega, digo em nada.

Quando não temos o que dizer, falamos sobre clima.
Hoje tá tão quente, é, quase não chove ultimamente, já reparou no céu estrelado?
a lua então nem se fala.

Andar a pé na chuva, às vezes eu me amarro
Não tenho gasolina, também não tenho carro
Também não tenho nada de interessante pra fazer

Tédio com um T bem grande pra você.

saco!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

À noite, todos os dias.

A noite, Aaaarh! (entonação de suspiro acabando o ar) A noite.
Como tudo pode em apenas algumas palavras, virar uma tristeza que funde a alma, somente o uivo do lobo faz a calma.
Aquele acorde intrínseco, aquela vibração, aquela sinfonia orquestra silenciosa, aquela corda que te corta a alma, que te atravessa como um sonar; o suspiro aquele suspiro de jovens nas praças a luz de uma bela lua cheia, o relógio corre tão de pressa, só não tão de pressa quanto bate os corações apaixonados...
Eu olho ela, as pernas ficam mais leves, olhar sutil... uma hora me sinto tão obscuro, fico tácito; o perfume dela me deixa paralisado, me sinto em transe, torporizado. Há dias em que fico quase a pairar no ar. Outros dias fico a escrever, por que me fere aquela pele que pelo menos ao longe parece ser tão macia, tão... sedosa, se um dia eu tiver coragem falo a ela que jamais, vi tão bonita, uma rosa.

"eu não sei sorrir
vc não me ensinou
eu não sei sorrir
bocas me faltou

como poderia eu sorrir
com teus beijos que não tive
como poderia eu sorrir
apenas aos almejos

aquele teu lábio
o que me falta
ele é que eu desejo

eu não sei sorrir
como poderia eu sorrir
se não tenho o que anseio."

(oberadeiro)


"esse negócio de vir inspiração não existe em mim, eu já nasci inspirado já, ou eu faço uma boa coisa ou eu faço uma porcaria..."
e assim disse.

igualmente a você, digo eu.

domingo, 26 de agosto de 2007

Sempre na mesma de novo.

Domingão... Nada a fazer, a não ser se preocupar com o que temos por fazer na segunda-feira.

Os programas televisivos da tv aberta, sempre com intenção de matar quem já sofre de depressão e quem ainda não sofre, é bem fácil que sofra pra frente.
Você liga a TV... Domingão do faustão, troca de canal... Gugu, troca de canal... Eliana, troca de canal... Algum programa esportivo idiota (beeem amiiiiigos da reede plim plim) e derivados. Uma pessoa que mora no oitavo andar faz isso em um domingo entediante, liga a TV, passa todos os canais, e se joga da janela de seu apartamento, pra ter certeza de que irá morrer, antes de chegar ao chão atira em sua cabeça.

Quanto à segunda-feira, barzinhos limpando o chão, sujo de cacos de vidro, vômitos e tudo mais, lojas abrindo suas vitrines, camelôs (plural de camelô, pra uma eventual dúvida) infestando a rua, a sujeira tomando conta da cidade, aí vem a poluição sonora, flyers, folders, panfletos todos sendo jogado ao alto e sendo empurrado em sua mão.
Eu me isolo na biblioteca, tudo bem. Que a vida (e que vida) aconteça lá fora. No fim ainda pegamos um coletivo lotado, é um empurra daqui um puxa dali... o melhor de tudo - pra não dizer pior - é a união, imagina quando alguém sai da cadeira... para os demais em pé sentar... e lá vai a contagem, 1... 2... 3... e todos ouvem o tiro, todos correm em direção a medalha - a cadeira onde sentar -. É assim, no coletivo quem manda é a lei do pau, quem tem esfrega nos outros que não tem só se dá mal.

=)

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Desejo.

"Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu."



CDA

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Sempre CDA, peguei o poema, duas semanas atrás, no flog /denisetontiussi
até então não o conhecia... Mas CDA é demais.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Alcohol Days

Everybody's free, to feel good.

Final de semana agitado, pelo menos é o que se esperou. Sexta muito boa, falso pretexto de jogar sinuca, fui engodado pelos próprios amigos, término final, corsário, dance, house e funk fazer o que né, pelo menos eu peguei alguém, segue sem fim amém. Enfim, casa às 5:30 da manhã no sábado, aAaAhH que bom, descanso feito uma pedra até às 13:30 depois sigo para um churrasco mais alcohol encervejado, enconhacado (sempre concordei com Drummond, "mas essse conhaque/ mas essa lua/ botam a gente comovido com o diabo") envodkado. Tiro mais uma hora de cochilo após alguns engovs. Acordo renascido como à fenix das cinzas, revigorado ou rENGOVigorado.

20:30 após o banho na casa de um amigo, me arrumo e sigo em direção a outra festa, alcohol na veia. A essa festa foi boa, pelo menos até as 23:30 quando, pessoas começaram a passar mal, e os que ainda restavam sóbrios como, eu, prestando socorro; festa programada pra terminar as 5:00h, tá e dai que terminou 23:30??
To nem ai eu agarrei uma gata mais gata do que a que eu agarrei na sexta, e azar do namorado dela que pegooou um chifraaço, modesta parte, eu não sabia que ela tinha um, e se soubesse não poderia fazer nada. hahaha, mas antes da algazarra ter começado rolou da roça limão, mais vodka, mais cerveja, mais champagne, baralho... joguei poker, toda aquela discrição de pilantra um canastrão, com sua "amada do lado", calma ninguém pisca ninguém respira, é poker. Após blefar. Segui para a pista, mais cerveja. Fui lanchar no NERO lanches, e foi de pegar fogo (sem trocadilho.) aquela maionese apimentada, não se vê em qualquer lugar. Depois fui dormir na casa de um amigo já no domingo as 4:30 da manha, e a irmã dele também chegou de uma festa, então ficamos, conversando, infelizmente só conversando, até as 7:30 eu a irmã dele, ele e a amiga da irmã dele, conversando em um quarto escuro, em camas de solteiro um casal em cada. QUE MERDA, DEU EM NADA. Fazer o quê ALCOHOL DAYS.

O resto do meu domingo não vale a pena, (salvo a excessão de uma presença feminina querida) principalmente ao crescer das horas, até agora quando publico isso.

Eu tinha que escrever algo, que isso seja pela contumácia de escrever.
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Audioslave - Show me how to live

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Cronicando aula.



Só para registrar: A professora de sociologia merece um chute e um soco na cabeça para "desentupir o cérebro".
Disse ela que os animais já nascem destinados ( não sei ao que ); a pouco tempo atrás ela disse que o destino dela era a sociologia, essa animal.

Ela poderia ter nascida com um hamburguer ou milk shake no lugar da cabeça, ainda mais que agora eu estou com fome ( rapidinho, para não passar em branco: se ela mandar fazer mais uma pesquisa idiota, eu taco uma cadeira nela ).
Sociologia tem sido uma merda no sapato e daquelas bem fedorentas; algo muito grande me persegue até um beco sem saída.
- Oh não!! A sociologia...
- Que merda, agora é minha hora de apresentar e falar o trabalho, tenho que ir rápido, se der eu volto e termino a crôn...

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Panic! at the disco - This is halloween

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Artistas de circo I

Adoras dar risadas, assistir aos malabaristas, trapezistas e os palhaços.
É como as coisas andam, uma palhaçada só.

Política brasileira, quer dizer, não só a brasileira, acho que tudo e todo bem não funciona, pelo fato de que o homem tem o esperito aporcalhado, o espirito avulto, logo sempre existirão pessoas querendo ser mais e a mais que pessoas e muitas pessoas.

Voltando para o circo, tua diversão Zé.
-E no picadeiro com vocês, o Senado!
Ah! Essa trupe é muito boa, temos palhaços, "relaxa e goza", temos mágicos, "cadê o dinheiro?", estátuas humanas, "daqui não saio, daqui ninguem me tira", entre outros artistas, sabes né? O mundo underground anda muito obscuro.
Melhor é tu Zé e Maria, que vêem tudo na platéia, entusiasmados, esperando quem sabe uma chuva de confete e lantejoula que o palhaço carregando o baldinho espera o momento certo pra jogar.
Será que vais ter que ressucitar o querido arquiduque e matá-lo de novo para causar um novo estopim, e assim perceber que o ilusionista lá no centro do picadeiro, está te hipnotizando.

-Imitem uma galinha!
-cócócó, cócóricó...
Da-lhe, canja.

domingo, 12 de agosto de 2007

Hola, eu sou o béradêiro.

(x) Ária - Villa-Lobos Bachiana n 5
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Primeiro: Feliz aniversário a alguém. (Identidade mantida sobre sigilo, amo você, mas a identidade continua sob sigilo.)

Aqui, pretendo dar longa vida, ao meu mais novo blog, que siga sem fim, amém.
Opinando, dissertando, seja lá qual for a idéia ou o formato que darei a ela, de algum modo estará aqui, divertindo nos ou me e zaragateando de certa forma.

Já ouvi dizer que o passado condena, mas que ela corre atrás de você e que o infeliz não desiste nunca; é a primeira vez. Complicado é sair de uma libertinagem, sem que de fato você tenha entrado nela. Libertinagem, festim licencioso, de um modo geral, de uma devassidão sem pé e nem cabeça, há se fosse pra ficar como está e como são os dias de hoje, de cabeça (se é que você me entende) é que eu deveria ter entrado, o preço é o mesmo. Mas estou de saco cheio e de cabeça pra baixo. Está na hora de eu emborrachar todo esse bacalhau, digo bacanal derradeiro e mandar hidro-massagem a baixo.
Faxineeira! Diz pra ela: "a gata não enche, até tu sabes que o Elvis já morreu. Quando eu tiver afim eu ligo."
E assim então nunca mais ligarei, coisas caóticas que vem de volta só pra tornar a vida fatídica, essas coisas devem ficar torporizadas até o fim...
Memórias de umas putas. Oh trevas.

sábado, 11 de agosto de 2007

Whats happening?

Espantalho, um ribeirinho.
;)