Meu cabelo é ruim, eu sou baixo, a minha beleza é puramente interior, se bem que essa também me anda faltando. Não malho, meu tanquinho é de 10kg, sim, de 10kg, minhas pernas são tortas, as vezes as uso como alicate, jamais ouve quem conseguisse escapar. Mas também, nunca vi ninguém sentar em roda, para contar suas derrotas, nunca conheci alguém que falhasse na vida, então eu que sou mesquinho, porco viril, que viva eu com minhas agruras. Que meus 40ºC não sejam em vão! E que Van-Gogh não não fique a mercê.
Eu rio de mim mesmo, cão, vivente de bel-prazer nas gangorras da vida.
Minha fadiga me entorpe, meu torpor é contínuo, que seja, quem liga?
O rio que corre em mim, corre mais de vagar, e a correnteza que me propõe um sentido,
sentido já não propõe mais.
Que seja o pior dos piores, que seja aquela infindavelmente algoz, que a última seja meu calvário.
E tu jamais saberás aonde eu vou, a turbina esquecida, é aquele que meu deu força, a turbina.
Esquecida, lembrada, força, eu creio.
E que adiantas me passares modos de como viver, a vida me leva a viver, até que nos encontremos em meu calvário.
E eu já creio em super heróis, até por que com meu olho, eu consigo desparar raios de calor,
e meu corpo duro, entrevado, meu joelho torcido, vira 180 graus.
E que importa, que vire, volto atrás a corrigir meus erros, uns insaciáveis, outros inremendáveis, mas que seja aquela
que nas noites vagas me vela.
domingo, 23 de setembro de 2007
Ensaios
Escrito por um
Béra Dêiro
às
21:50
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Um comentário:
esse eu não tinha lido
adoro o que vc escreve, mesmo quando acaba sendo tão duro consigo mesmo
te amo amigo fênix :*
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